Tratamento de Dependência Química
A dependência de álcool e de outras substâncias é uma condição de saúde, não uma falha de caráter. O tratamento médico adequado, com acompanhamento próximo, ajuda a retomar o controle.
Dra. Caroline Dalla Nora · CRM-RS 42176 · CRM-RJ 1087258 · RQE 33265 e 48642
Quando procurar ajuda
Considere uma avaliação psiquiátrica se você se identifica com sinais como:
- Dificuldade de controlar a quantidade ou a frequência do uso
- Necessidade de doses maiores para obter o mesmo efeito
- Sintomas físicos ou irritabilidade quando fica sem a substância
- Tentativas de parar ou reduzir sem sucesso
- Prejuízos no trabalho, na saúde ou nos relacionamentos ligados ao uso
- Abandono de atividades importantes por causa do uso
Esta lista é informativa e não substitui a avaliação médica. O diagnóstico é feito em consulta.
Como é o tratamento
A avaliação abrange o padrão de uso, as tentativas prévias de parar, os sintomas físicos e psíquicos associados e as condições que frequentemente coexistem: depressão, ansiedade, TDAH e transtorno bipolar aumentam a vulnerabilidade ao uso problemático e precisam ser tratadas em conjunto.
O tratamento é individualizado: pode incluir tratamento medicamentoso para reduzir fissura e sintomas de abstinência quando indicado, acompanhamento médico próximo com metas realistas (abstinência ou redução de danos, conforme o caso) e integração com psicoterapia e grupos de apoio. O cuidado é de longo prazo, com foco em prevenção de recaídas.
Presencial em Porto Alegre
Consultório no Medplex Santana, Rua Gomes Jardim, 301, sala 725.
Teleconsulta
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Perguntas frequentes sobre dependência química
Quando o uso de álcool vira um problema médico?
Quando há perda de controle sobre o uso, necessidade de doses crescentes, sintomas ao ficar sem a substância ou prejuízos que se acumulam na saúde, no trabalho e nas relações. Não é preciso "chegar ao fundo do poço" para procurar ajuda; quanto mais cedo, mais opções de tratamento existem.
O tratamento exige internação?
Na maioria dos casos, não. O tratamento ambulatorial (consultas regulares, tratamento medicamentoso quando indicado e suporte psicoterapêutico) é o formato mais comum. A internação é reservada para situações específicas, avaliadas caso a caso.
Vou ser julgado na consulta?
Não. A dependência química é entendida pela medicina como uma condição de saúde com bases neurobiológicas, e o consultório é um espaço de escuta e de construção conjunta do tratamento. O sigilo médico protege tudo o que é conversado.
Recaídas significam que o tratamento falhou?
Não. Recaídas fazem parte da evolução de muitos pacientes e são tratadas como informação clínica. O plano é ajustado, não abandonado. O acompanhamento contínuo existe justamente para reduzir o risco e agir rápido quando acontecem.
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